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Como o desequilíbrio financeiro afeta sua vida e ministério?

Um convite para refletir sobre a importância da prudência quando o assunto envolve dinheiro.


Por Walter da Mata


O equilíbrio financeiro faz a diferença no bem-estar geral de qualquer pessoa. Passar necessidade, ser pressionado pelas dívidas, ter o nome protestado e carecer de recursos essenciais provoca estresse, leva ao desânimo e pode gerar até mesmo crises conjugais. De fato, saber lidar com o dinheiro é habilidade fundamental a ser aprendida por todos que desejam ter uma vida de êxito e paz. E é justamente a essa questão que pastores e líderes precisam estar atentos, já que servem de exemplo àqueles que estão em seu âmbito de influência.


O filho de Hagur, no livro de Provérbios, orou assim: “Senhor, dá-me o suficiente para viver em contentamento, nem muito nem pouco. Tendo muito, posso vir a pensar que não preciso do Senhor; tendo pouco, posso transgredir sua lei, para tentar gerar a provisão de que necessito”. Essa provisão poder vir de um ministério de tempo integral ou da prática bivocacional, em que a função eclesiástica é serviço voluntário ou complementar. O fato é que ter dinheiro para uma vida equilibrada é importante, e o desequilíbrio financeiro é altamente “adoecedor” para o ministro, sua família e igreja.


"O desequilíbrio financeiro é altamente ‘adoecedor’ para o ministro, sua família e igreja.”

Não é raro encontrar pastores e líderes com a vida financeira bagunçada: gastando mais do que ganham, ganhando menos do que deveriam, misturando os recursos pessoais com os institucionais. Como resultado, precisam lidar com dívidas acumuladas, prebendas não recebidas e família sem a provisão necessária. Por outro lado, existem casos de ganho exagerado em função do exercício ministerial. Podemos atribuir todos esses desajustes à falta de educação financeira, tanto do ministro quanto da igreja. Essa realidade pode ser resultado de formação teológica equivocada, do “endeusamento” ou “demonização” do dinheiro, da chamada “teologia da prosperidade” ou da “miserabilidade”. O que fazer diante disso?


Uma perspectiva eficaz


Para lidar com o dinheiro de forma correta, é preciso entender que o equilíbrio financeiro segue a linha do tempo: passado, presente e futuro. Vejamos:


Passado: O que somos hoje é fruto das decisões que tomamos. Por isso, devemos refletir: Como administramos os recursos que já passaram por nossas mãos? Por que permitimos que escoassem pelo ralo? Por que aceitamos por longo tempo remuneração aquém ou além das necessidades, do que é justo e plausível?


Presente: Se o desequilíbrio existe, é hora de parar e estancar tal desordem. Sem isso, ela só aumentará. Convidar um especialista em finanças e aceitar suas orientações é uma atitude promissora. É justamente hoje que devemos deixar de gastar irresponsavelmente, pagar as dívidas, repor as necessidades e poupar para o amanhã.


Futuro: Programar-se para o porvir é uma necessidade. Salomão adverte: “É sábio armazenar em tempo de abundância, pois o tempo de escassez faz parte do ciclo da vida”.


Família em apuros


Um fato bíblico reflete bem o que a desordem financeira pode causar: o profeta Eliseu é procurado por uma viúva, esposa de “pastor”. A morte chegou em tempo de filhos pequenos, sem reserva financeira, com a despensa vazia e as dívidas acumuladas. Tinham apenas a casa para morar.


O falecido era um “pastor” teologicamente correto: “Teu servo temia ao Senhor”. Ele mantinha um relacionamento saudável com Deus, cumpria os deveres eclesiásticos, era um dos profetas que apoiavam Eliseu na gestão religiosa em Israel, um homem de família. Porém, no que se refere às finanças, deixou a desejar. Comprometeu sua credibilidade ministerial e, principalmente, sua família: seus filhos seriam entregues como escravos, uma forma de pagamento praticada na época. Que desolação arrasaria ainda mais aquela família se a mão do Senhor não interviesse!


Quando Paulo diz que pastores devem governar bem sua própria casa, podemos considerar que a questão da administração financeira também está inserida em suas orientações. Na primeira carta a Timóteo, ele afirma que não cuidar dos seus, e principalmente dos de sua casa, é negar a fé. Isso desqualifica a pessoa a liderar na igreja.


Um pastor sufocado por questões financeiras tem de lidar com o problema de frente e empenhar-se para resolvê-lo com sabedoria, prudência e determinação.


Um pastor sufocado por questões financeiras tem de lidar com o problema de frente e empenhar-se para resolvê-lo com sabedoria, prudência e determinação.

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Um grupo de pastoreio mútuo e mentoreamento é o espaço ideal para planejar mudanças, enxergar a realidade de forma assertiva e estabelecer uma rota de superação. Se você enfrenta dificuldades financeiras, saiba que há saída. Basta dar o primeiro passo.

No mais, conte com Homens Mentores e Mulheres Mentoras, queremos oferecer-lhe subsídios para sua qualidade de vida e seu crescimento pessoal, ministerial e espiritual. •


Walter da Mata

Missionário Sepal e integrante do Ministério Homens Mentores, foi pastor por trinta anos da Assembleia de Deus Manancial – Sobradinho (DF).


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