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O valor de um amigo

Para que sua jornada seja mais leve, produtiva e feliz, você não pode caminhar sozinho. É preciso ter alguém por perto para dividir a carga e compartilhar a viagem!



Por Walter da Mata


O valor de um amigo vai além de qualquer função ou interesse. Ele não está fundamentado em objetivos mesquinhos que visam obter dividendos a partir do laço afetivo. Pelo contrário, amizade é uma sintonia de almas que se respeitam, protegem e se querem bem. É uma relação construída, pois amigo “é um irmão que a gente escolhe”. Amigo não nasce amigo, não vem do mesmo ventre, mas é gerado nas conexões de alma em meio aos dramas da vida.


Entre as amizades registradas na Bíblia, a de Jônatas e Davi chama a atenção por detalhes marcantes. Jônatas era filho do rei Saul e herdeiro natural do trono de Israel. Embora Davi não fosse da família real, foi escolhido por Deus para substituir Saul no trono, situação que poderia gerar ciúmes em Jônatas. Ao invés de suscitar uma disputa entre os dois, esse ingrediente de antagonismo foi transformado em amizade profunda: “a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi”.


Amizades surgem de encontros humanos e divinos: Jônatas vê um rapaz com marcas do mundo rural entrando na presença do rei com coragem não encontrada nos melhores soldados. Ele percebeu a ousadia do jovem pastor que tinha uma fé que não se via nos ministros do santuário de Siló, trazendo na mão a cabeça de Golias, que deixara em assombro todo exército e o próprio rei. Assim, Jônatas não teve dúvida: “este é o tipo de pessoa que eu quero acompanhar pelo resto de minha vida. Há algo nele que me inspira e que não encontro nem mesmo entre meus irmãos e na pessoa de meu pai”. Desse encontro, nasceu uma aliança de amizade que durou até a morte. Com Jônatas e Davi aprende-se muito sobre o valor de um amigo:


Amigo...


É alguém que potencializa o que existe de melhor no outro: Jônatas entrega a Davi sua capa, armadura, espada, seu arco e cinto. Ele abre mão do que tem de melhor para que o amigo desenvolva suas virtudes.


Protege. Diante da ordem do rei para que Davi fosse morto, Jônatas avisou seu amigo, alertando-o de que sua vida estava sob risco e que deveria manter-se oculto.


Defende. Não tolera injustiça de nenhum tipo. Isso pode ser visto nas palavras de Jônatas a Saul: “Davi não pecou contra ti, ó rei. Os seus feitos para contigo têm sido muito bons, ele traz muita alegria e firmeza a seu reinado”.


Faz questão de que o amigo seja honrado. “Jônatas levou Davi a Saul, e ele voltou a ocupar o lugar de honra ao lado do rei”.


É fiel e zeloso. “Se meu pai quiser te fazer mal, que o Senhor me castigue se eu não te avisar e não te ajudar a escapar em segurança”.


Reconhece a missão do companheiro. “Não temas. Não serás morto, porque Deus escolheu você para ser rei em Israel em lugar de meu pai”.


Dispõe-se a servir. “Eu serei o segundo contigo quando fores rei”.


Divide a dor da alma. “Na festa da lua nova, Jônatas se recusou a comer, entristecido porque seu pai havia humilhado Davi”.


Não esconde as emoções. “E Jônatas e Davi beijaram-se um ao outro, e choraram juntos”.


Abençoa a geração seguinte. “E Davi honrou Mefibosete, filho de Jônatas, colocando-o para comer pão em sua mesa, como um dos filhos do rei”.


Afetividade e proatividade


Com Jônatas e Davi tem-se um modelo de amizade em que há apoio, consolo e afirmação, marcado pela afetividade. Na Bíblia, porém, há outros modelos que nos transmitem lições preciosas, como o vivido por Joabe e Davi, uma relação que ajudava o rei a ser mais combativo, caracterizada pela proatividade.


Enquanto Jônatas é o amigo do conforto, Joabe é o amigo do confronto, com valor destacado na vitória sobre Absalão, contexto que deixou Davi muito afetado emocionalmente, pois guerrear contra o próprio filho é um conflito sem medidas. Vencida a guerra, Davi estava tão fragilizado que fugiu de seu dever real de ficar à porta da cidade recebendo os vencedores, o que humilhava os homens que arriscaram a vida por ele. Joabe mostra seu valor como amigo, confrontando Davi a que cumprisse seu papel, apesar da dor. Isso devolveu moral à tropa.


Dessas duas relações de amizade, fica claro que é preciso  ter amigos com características diversas, gente que nos console em nossas angústias e gente que nos confronte em nossas fraquezas, pois amigos de verdade não apenas podem confrontar, mas devem fazê-lo, pois o que se deseja é que ambos cresçam no caráter de Cristo.


“Amigos de verdade não apenas podem confrontar, mas devem fazê-lo, pois o que se deseja é que ambos cresçam no caráter de Cristo.”

Um dos privilégios do pastoreio mútuo e da mentoria é a formação de grupos em que as almas se conectam, dando origem a amizades sólidas e duradouras. No compartilhar das vidas, os encontros divinos ocorrem. Aí, temos a rica oportunidade de ouvir histórias de irmãos que também estão na jornada, de agir como Jônatas ao escolher Davi como fonte de inspiração. Que valorizemos esse alguém que nos ajuda a dar um passo adiante, a enxergar mais longe e a ter uma vida leve. Faça amigos e seja um bom amigo! •


Walter da Mata

Missionário Sepal e integrante do Ministério Homens Mentores, foi pastor por trinta anos da Assembleia de Deus Manancial – Sobradinho (DF).


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